Quinta-feira, 7 de Dezembro de 2006

Falar de Amor

 

 

 

 

 

 

Falar de Amor


Se não estivesse fora de moda... 

Eu iria falar de Amor. 

Daquele amor sincero, olhos nos olhos, 

frio no coração. 

Aquela dorzinha gostosa, 

de ter muito medo de perder tudo. 

Daqueles momentos que só quem já amou um dia, 

conhece bem. 

Daquela vontade de repartir, 

de conquistar todas as coisas... 

Mas não para retê-las no egoísmo material da posse, mas doá-las, no sentimento nobre de amar. 

Se não estivesse fora de moda... 

Eu iria falar de Sinceridade. 

Sabe, aquele negócio antigo 

de fidelidade, respeito mútuo... 

e outras coisas mais. 

Aquela sensação que embriaga mais que a bebida. 

Que é ter, numa pessoa só, a soma de tudo que 

as vezes procuramos em muitas. 

A admiração pelas virtudes, aceitação dos defeitos... 

E sobretudo, o respeito pela individualidade, 

que até julgamos nos pertencerem, 

sem o direito de possuir. 

Se não estivesse tão fora de moda... 

Eu iria falar em Amizade. 

O apoio, o interesse, a solidariedade de uns 

pelas coisas dos outros e vice-versa. 

A união além dos sentimentos 

e a dedicação de compreender para depois gostar. 

Se não estivesse tão fora de moda... 

Eu iria falar em Família. 

Sim!  Família! 

Pai, mãe, irmãos, irmãs, filhos, lar... 

O bem maior de ter uma comunidade unida 

pelos laços sanguíneos e protegidas pelas 

bênçãos divinas. 

Um canto de paz no mundo, o aconchego da morada, a fonte de descanso e a renovação das energias. 

Família... 

O ser humano cumprindo sua missão mais sublime 

de seqüenciar a obra do criador. 

E depois... 

Eu iria até, quem sabe, falar sobre algo como... 

a Felicidade. 

Mas é pena que a felicidade, 

como tudo mais, há muito tempo já está 

fora de moda. 

Sabe de uma coisa... 

Me sinto feliz por estar tão fora de moda. 

E você? 

Também está fora de moda como eu? 

Espero que sim! 


                                    LUIS SILVA

sinto-me: alegre
música: foi feitiço
publicado por natydocura às 15:00
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.A minha terra

Montemor-o-Novo tem construído o presente e projectado o futuro ancorado no seu passado histórico, rico de memórias. Aí cimenta a sua identidade e é patente a sua força e diferença face a todos os outros lugares do Mundo. Uma identidade que afirma a sua presença ao Alentejo, região em que o Homem moldou e soube manter ao longo dos tempos uma "linguagem", uma cultura, uma arquitectura, única no país e na Europa. Outro mundo, outro ritmo. Unidos por uma forte vontade colectiva de progresso, eleitos e população, têm vencido atrasos ancestrais, tendo vindo a construir um concelho de apetecida qualidade de vida, de activa dinâmica comunitária, de apego a valores democráticos e de justiça social, de prestígio nacional e internacional. Montemor-o-Novo, no que do Poder Local depende, está a dar um salto qualitativo no seu desenvolvimento. Uma visível mudança positiva tem vindo a inscrever Montemor no futuro. As nossas inovadoras Piscinas Recreativas, o seu magnífico Parque Urbano, o ímpar Parque de Exposições, realizações por excelência que projectam Montemor, surgem no topo de um vasto programa autárquico centrado na melhoria das condições de vida dos montemorenses e da valorização da cidade e do concelho. Muito se tem feito nestes últimos 25 anos de exercício. Destacamos um pouco do muito feito: o enorme sucesso da política municipal de urbanismo e apoio à habitação, o aumento contínuo de investimento nos arruamentos e caminhos, no abastecimento de água e saneamento, na imagem urbana, na higiene e limpeza e na iluminação; o marcante programa de acção social onde pontifica o salto no apoio a reformados, idosos e deficientes; o ambicioso plano ambiental; as acções de apoio ao desenvolvimento económico; a qualidade, relevância e prestígio da política sócio-cultural e desportiva; o enorme reforço do apoio às instituições e iniciativas locais incrementando as actividades e dinâmicas concelhias; a descentralização para as freguesias, a defesa da regionalização e da democraticidade do Poder Local; a gestão democrática e participada pelas populações. No entanto, sabemos que os problemas estruturais que se sentem no nosso concelho, à semelhança de tantos outros no Alentejo, não dependem das autarquias nem da vontade das populações. Dependem de políticas do poder central que contínua a esquecer o interior. Daí que saibamos que para resolver os principais problemas (saúde, emprego, investimento, diversificação da base económica, etc.) é fundamenta l uma nova política nacional de desenvolvimento regional. Por isso, para além da disponibilidade de colaboração com o Poder Central é indispensável uma forte acção reivindicativa, que em Montemor já deu os seus frutos, como é o caso da construção da Barragem dos Minutos ou de mais e melhores instalações para os idosos, mas há que continuar e reforçar as reivindicações ao Poder Central, para que outros projectos, necessários a Montemor, se concretizem. Uma enorme contradição percorre hoje as sociedades humanas. Por um lado, uma enorme e crescente capacidade para produzir riqueza. Por outro lado, uma igualmente enorme e crescente desigualdade social decorrente da apropriação daquela riqueza por uma pequena elite à escala mundial e também à escala nacional. Estamos profundamente convictos que é possível e desejável lutar por uma sociedade onde aquele imenso potencial sirva a generalidade da população. Estamos profundamente convictos que esse é o caminho que honrará a história e a memória do Alentejo e do seu povo, que esse é o caminho para um futuro de dignidade para todos.

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