Quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

Amo-te

 

A

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mo-te. não te sei dizer porquê.

nem porque não.

mas sei, sinto, que te amo.

que gosto de ti.

não gosto de ti pelo teu corpo.

nem pelos teus cabelos.

nem pelos teus olhos.

gosto de ti porque gosto de ti.

gosto de ti, e não o sei explicar.

gosto de ti pelo conforto que me dás.

gosto de ti quando me abraças.

gosto de ti quando chove ou quando o sol brilha.

gosto de ti quando estás perto de mim.

mas também gosto de ti quando estás longe.

vou continuar a gostar de ti quando gostar de outro.

vou continuar a amar-te quando muitos anos passarem.

vou continuar a lembrar-me dos teus braços e abraços,

do teu riso e sorriso quando estiver nos braços de outro que me diz que me ama.

vou continuar a amar-te assim sem explicação mesmo tu não o sabendo.

vou continuar neste caminho onde tu estás ao meu lado,

mas à distância,

à distância de um abraço apertado daqueles que duram uma eternidade,

daqueles que nos lembramos quando muitos anos passarem.

e, nessa altura,

irei ter contigo e dir-te-ei que te amo,

mesmo já quando os meus olhos pouco virem,

mesmo já quando a minha pele estiver enrugada,

mesmo quando já não me lembrar do resto. quando isso acontecer,

vou lembrar-me de ti,

e vou dizer-te que gosto de ti,

e isso irá fazer-me feliz, pelo menos mais uma vez.

há coisas que não se apagam,e que ficam. para sempre.

mesmo que não tenham explicação.

gosto muito de ti.

um dia saberás isso, um dia.

um dia quando acordares e sentires o cheiro da manhã e o cheiro das flores no primeiro dia de uma primavera que há de chegar

publicado por natydocura às 21:04
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.A minha terra

Montemor-o-Novo tem construído o presente e projectado o futuro ancorado no seu passado histórico, rico de memórias. Aí cimenta a sua identidade e é patente a sua força e diferença face a todos os outros lugares do Mundo. Uma identidade que afirma a sua presença ao Alentejo, região em que o Homem moldou e soube manter ao longo dos tempos uma "linguagem", uma cultura, uma arquitectura, única no país e na Europa. Outro mundo, outro ritmo. Unidos por uma forte vontade colectiva de progresso, eleitos e população, têm vencido atrasos ancestrais, tendo vindo a construir um concelho de apetecida qualidade de vida, de activa dinâmica comunitária, de apego a valores democráticos e de justiça social, de prestígio nacional e internacional. Montemor-o-Novo, no que do Poder Local depende, está a dar um salto qualitativo no seu desenvolvimento. Uma visível mudança positiva tem vindo a inscrever Montemor no futuro. As nossas inovadoras Piscinas Recreativas, o seu magnífico Parque Urbano, o ímpar Parque de Exposições, realizações por excelência que projectam Montemor, surgem no topo de um vasto programa autárquico centrado na melhoria das condições de vida dos montemorenses e da valorização da cidade e do concelho. Muito se tem feito nestes últimos 25 anos de exercício. Destacamos um pouco do muito feito: o enorme sucesso da política municipal de urbanismo e apoio à habitação, o aumento contínuo de investimento nos arruamentos e caminhos, no abastecimento de água e saneamento, na imagem urbana, na higiene e limpeza e na iluminação; o marcante programa de acção social onde pontifica o salto no apoio a reformados, idosos e deficientes; o ambicioso plano ambiental; as acções de apoio ao desenvolvimento económico; a qualidade, relevância e prestígio da política sócio-cultural e desportiva; o enorme reforço do apoio às instituições e iniciativas locais incrementando as actividades e dinâmicas concelhias; a descentralização para as freguesias, a defesa da regionalização e da democraticidade do Poder Local; a gestão democrática e participada pelas populações. No entanto, sabemos que os problemas estruturais que se sentem no nosso concelho, à semelhança de tantos outros no Alentejo, não dependem das autarquias nem da vontade das populações. Dependem de políticas do poder central que contínua a esquecer o interior. Daí que saibamos que para resolver os principais problemas (saúde, emprego, investimento, diversificação da base económica, etc.) é fundamenta l uma nova política nacional de desenvolvimento regional. Por isso, para além da disponibilidade de colaboração com o Poder Central é indispensável uma forte acção reivindicativa, que em Montemor já deu os seus frutos, como é o caso da construção da Barragem dos Minutos ou de mais e melhores instalações para os idosos, mas há que continuar e reforçar as reivindicações ao Poder Central, para que outros projectos, necessários a Montemor, se concretizem. Uma enorme contradição percorre hoje as sociedades humanas. Por um lado, uma enorme e crescente capacidade para produzir riqueza. Por outro lado, uma igualmente enorme e crescente desigualdade social decorrente da apropriação daquela riqueza por uma pequena elite à escala mundial e também à escala nacional. Estamos profundamente convictos que é possível e desejável lutar por uma sociedade onde aquele imenso potencial sirva a generalidade da população. Estamos profundamente convictos que esse é o caminho que honrará a história e a memória do Alentejo e do seu povo, que esse é o caminho para um futuro de dignidade para todos.

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